16.10.08

Naquele dia ela estava confiante de que tudo daria certo. Estava junto dos seus e quando isso acontecia tudo parecia mais fácil, os obstáculos menores, as chances maiores. Foi quando o telefone tocou e aquele passado veio com força. Junto com a voz, o cheiro e as lágrimas.
Já não tinha mais certeza de que coisas boas finalmente aconteceriam... seria aquele dejavú mal presságio? Ela achava que sim.
Mesmo assim recorreu aos disquetes guardados com toda aquela conversa idiota de quem é jovem e sabe muito pouco das coisas. Envergonhou-se de si mesma, e embora muito daquilo fosse fruto de sua ingenuidade, não podia isentar ninguém de ser cruel.
Tantos anos passaram, inúmeros acontecimentos, mas ela havia aprendido a lição: ali ela não colocaria mais as mãos. Ou os pés. Ou seu coração.