30.5.08


meu primeiro disco

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
vi aqui e acei legal.
mandei ver...

27.5.08

entao eh assim: eu nao sei, eu nao sei, eu nao sei.

cada dia que passa eu acredito que mais 70 anos de terapia nao serao o suficiente para a minha instavel pessoa.

26.5.08

e ai que a gente escreve assim memi, neah?

o teclado ta desconfigurado AINDA. mas agora e por preguica mesmo e nao por pena de mim mesma.
eu ia deletar este blog porque, sei la, eu achei que ele nao tinha nada a ver e tal, mas dai eu parei pra ler e apesar de ter um monte de erros de portugues (pq eu nao releio antes de postar, senao eu apago tudo) ate que pra mim ele faz algum sentido.

depois vou passar o endereco pra minha analista. ;)

27.4.08

e eu escrevi 'pensionado' DUAS VEZES.
embora eu saiba que eh pensionaTo.

por que sera?

a teoria do grande amor

entao tinha esse cara, o andre. e a gente se conheceu dum modo estranho, ate meio idiota.
a janela do meu quarto ficava voltada para os fundos do predio e na rua lateral havia um pensionado de meninos. e eu estava viciada em 'help', dos beatles, pq eu tinha achado um disco da minha tia (que foi louca por beatles qdo adolescente e fomentou uma linda paixao por paul durante alguns anos de sua vida) e eu ouvia help assim: acabava a faixa, eu ia la com meu dedinho e voltava pro comeco outra vez por muitas e muitas e muitas vezes pq o som era velho e o comando 'repeat de uma faixa so' estava estragado... e eu nao tinha mais o que fazer mesmo. queria ouvir help no ultimo, deitar na minha cama, olhar pro teto e, ou tentar entender a letra da musica, ou pensar na vida, ou, sei la, cantar o que eu entendia.
pois entao, num dia olhando pro teto o reflexo do espelhinho do andre veio la de baixo direto pro meu teto branco. e eu achei que fosse so um acidente, uma coincidencia. serio, eu levei varios dias ate perceber que aquilo dentro do meu quarto era comigo.
ate o dia em que eu resolvi olhar pra baixo pra ver o que e que estava acontecendo, e o andre se mexia freneticamente no quintal do pensionado, como se dissesse 'sou eu, sou eu, aqui, aqui, finalmeeeeennnttteeee'.
ta, nao me lembro agora como, mas ele me ligou naquele dia, e ele estudava no mesmo colegio que eu e combinamos um encontro na hora do intervalo.
e a gente se encontrou, e depois daquele dia a gente passou a se conversar todos os dias no mesmo horario, e a voltar juntos do colegio. e conversavamos e trocavamos olhares timidos e as nossas maos se tocavam, as borboletas voavam.

(na verdade eu nao sei muito dizer se isso era bom ou era ruim pq apesar de eu achar tudo isso lindo em filmes romanticos agua com acucar e, claro, ter esse lado poetico, eu sempre fui uma ansiosa danada que acabou perdendo a inocencia - nao a minha virgindade, eu perdi a inocencia mesmo, o que e pior - nas maos de um vocalista de banda, que se achava o lindao, e estava na moda e todas as meninas com pelo menos 4 anos a mais que eu, e que ja estavam na faculdade, morreriam pra ganhar um olhar dele que fosse. enfim, o foco e o andre entao acho melhor fechar os parentesis.)

mas o semestre estava no fim, e o andre ia prestar medicina e ele ia comecar uma maratona de vestibulares pelo brasil e entao ele so voltaria para londrina em uns dois meses. e dai chegou seu ultimo dia no colegio. e nossa ultima volta de la juntos. e ao chegarmos na esquina, a gente se abracou, e dissemos aquelas coisas de boa sorte no vestibular e bla bla bla. e ele me beijou de surpresa, assim, um 'selinho' e me entregou um cartaozinho.
e eu fiquei tao comovida com aquilo e foi tao lindo e eu voltei pra minha casa com o coracao batendo forte, com as palmas das maos suando e fui direto pra janela e o carro do pai dele ja estava la sendo carregado com as suas coisas. ate que ele apareceu, olhou pra cima, me deu um tchauzinho, entrou no carro e la se foi o andre, o cara que devia ter chegado dois anos antes.

e foi exatamente isso que eu pensei na hora: que o andre deveria ter chegado dois anos antes.
e essa historia so reforca a minha teoria de que a gente tem que encontrar o grande amor da nossa vida cedo, enquanto a gente tem inocencia, pq depois que voce vira mulher de malandro fica dificil voltar atras. e o caminho da mulher de malando, voce sabe, tem muito mais pedra.
eu falo isso pq mesmo que vc encontre o grande amor da sua vida cedo e depois acabe, ainda que doa muito fortemente e por muito mais tempo do que uma simples picada de amor de malando, eh mais facil acreditar no amor e na sua cumplicidade numa proxima relacao.
mulher de malandro sofre porque gostar de malandro eh um circulo vicioso do caramba, que te faz perder a inocencia, a virgindade (e as vezes ate a dignidade, especialmente depois de umas doses de vodka a mais), que voce nao consegue sair e vai vivendo paixoes arrebatadoras... o que te levou ate os trinta anos achando que amor nao existe, que os homens sao todos iguais, que nao prestam e aquela ladainha toda.
sinceramente? nao eh nada disso. os homens nao sao todos iguais, vc eh que perdeu a sua inocencia cedo com um malandro qualquer e achou gostoso. por falta de oportunidade ou por falta de sorte.
o andre tinha que ter chegado dois anos antes pq talvez eu nao tivesse perdido a inocencia e talvez tivesse ficado mais aberta ao amor de verdade e acreditar nele.
a grande caracteristica da mulher de malandro e a baixa auto-estima, ainda que ela seja uma mulher de malandro linda e com todos os skills pra fazer qquer homem feliz. a mulher de malandro se contenta com migalhas pq foi assim que ela aprendeu. e quando o amor de verdade aperece ela rejeita, diminui, pq os malandros sabem seduzir e fazer tudo muito melhor do que um simples amor inocente poderia fazer. e voltamos aquela historia do circulo vicioso.
e a grande caracteristica daquela que encontrou o grande amor antes de perder a inocencia eh que ela nunca vai se contentar com pouco. talvez ela ate se contente enquanto estiver sofrendo, pq eh uma questao de baixa auto-estima temporaria. mas assim que ela se recupera, meu bem, acredite, ela se torna uma solteira muito mais evoluida dos que as solteira ex-mulher de malandro.

***

e o andre?
ah, ele voltou para o vestibular, foi me visitar e nos conversamos, conversamos, e no final ele me beijou, dessa vez de lingua. mas ele bejava mal.

9.4.08

entao eh assim...

minha casa foi roubada.
levaram bastante coisa, mas eu nao quero falar nisso agora.
o teclado esta desconfigurado por causa disso... to com um teclado estranho, num computador que ainda nao tem as minhas coisas. tipo musicas, arquivos com coisas bonitinhas que ja me disseram. vao ter que ficar guardados aqui na minha cabeca mesmo.... e talvez um dia vire passado e eu escreva aqui.
mas hoje eu nao quero falar do passado. eu quero falar de hoje. e da minha preguica. velha conhecida.
o que me fez nao postar todos esses dias foi justamente isso: preguica, falta de vontade mesmo.
sei la... to meio assim esses dias.
o trabalho ta punk, chefe irritando. coisas que fazem com que eu me pergunte se ter um chefe desorganizado e o mesmo que ter um chefe filho da puta. porque, tipo assim, o cara abusa ta ligado?
enfim, to cansada. to sem saco. e semana que vem comeca o curso.

preciso de vitaminas.

16.3.08

sei lá

eu tinha uma angústia grande quando eu morava em londrina. eu tinha uma vontade de sumir e ter uma vida muito louca. e eu admirava quem era assim. e que era livre, e que tinha uma vida independente do que os outros pensam que é certo ou do que a sociedade impõe.
então um dia eu larguei meu emprego, meu pai, minha mãe, minha cachorra e minha vidinha estável e vim pra são paulo.
e aí eu descobri que eu não sabia viver uma vida louca e todos os meus fantasmas me possuíram.
eu consegui exorcisar alguns. mas outros sobraram. e eu continuo tendo angústia, mas agora é outra.
pode parecer uma mágoa mal resolvida, mas não é. não mesmo.
mas é que toda vez que eu me lembro dessa história eu fico tentando imaginar o que foi que passou pela minha cabeça pra eu ficar olhando tanto tempo pra lá, procurando aquele cara.
não quero que isso soe justificativo ou melancólico, até porque quando eu me lembro dessa história eu dou umas risadas e termino com um "ainda bem que eu tenho a desculpa de que eu tinha só 18 anos...".
eu tenho vergonha. porque se eu fosse um pouquinho mais segura na época eu teria até procurado... mas não o suficiente pra o cara achar que eu estava babando por ele.

agora eu já não sei quem foi mais escroto...

desenvolve

eu estava lá na festa de casamento como quem não quer nada e ele estava me olhando, me olhando. e eu comecei a olhar pra ele também. e ficamos naquela troca e de repente ele sumiu.
e a bonita aqui ficou pescoçando, procurando...

na semana seguinte ele conseguira meu telefone e me ligou, e então combinamos de sair. e saímos. e no fim ele me diz: "eu fiquei num lugar escondido pra ter certeza de que vc estava olhando pra mim!"

eu tinha só 18 anos! e ele tinha 26 (VINTE E SEIS). eu te pergunto: era ou não era um escroto??

e depois se seguiram 4 anos da minha vida entre espera, atraso, gente chata, eventos sociais babacas e mais um casamento. que não foi o meu.