16.10.08

Naquele dia ela estava confiante de que tudo daria certo. Estava junto dos seus e quando isso acontecia tudo parecia mais fácil, os obstáculos menores, as chances maiores. Foi quando o telefone tocou e aquele passado veio com força. Junto com a voz, o cheiro e as lágrimas.
Já não tinha mais certeza de que coisas boas finalmente aconteceriam... seria aquele dejavú mal presságio? Ela achava que sim.
Mesmo assim recorreu aos disquetes guardados com toda aquela conversa idiota de quem é jovem e sabe muito pouco das coisas. Envergonhou-se de si mesma, e embora muito daquilo fosse fruto de sua ingenuidade, não podia isentar ninguém de ser cruel.
Tantos anos passaram, inúmeros acontecimentos, mas ela havia aprendido a lição: ali ela não colocaria mais as mãos. Ou os pés. Ou seu coração.

12.8.08

5 coisas que...

precisam ficar claras para algumas pessoas:

1 - não, eu não bato palma pra louco dançar;
2 - sim, tudo o que a gente pensa precisa ser ponderado na hora que a gente vai falar, porque existe uma linha tênue entre ser sincero e ser grosso filho de uma puta;
3 - não, eu não sou obrigada a aturar criancices de pessoas com mais de 40 anos;
4 - sim, eu ando MUITO MUITO MUITO intolerante a gente sem noção;
5 - EU DETESTO MUITO PESSOAS QUE BATEM E DEPOIS ASSOPRAM E QUERO QUE AQUELAS QUE ISSO FAZEM SAIAM DE ONDE ESTÃO PARA IREM DIRETO TOMAR NO CU. E SEM DIGNIDADE ALGUMA!!!!!!!!!

3.8.08

minha planilha do excel tá me deixando deprimida.
eu já gastei quase tudo muito antes de eu receber.

tome aí uma boa dose de realidade.

27.7.08

é isso que a gente faz quando está com preguiça de lavar o quintal.



1. Juliana Coles' Book-121605b, 2. I heart cooking & Librarything!, 3. Museu de Arte de Londrina, 4. Burano - Venice, 5. TRL Photobooth - Heath Ledger, 6. bubbly, 7. A link to all things "New York Taxi", 8. Untitled, 9. Like a good book...fairytale, 10. Love´s story, 11. The Bride "roaring rampage of revenge", 12. te regalo una rosa

*achei na menina do didentro (e eu não consigo colocar link que essa porcaria de blogger dá erro, então vai ali nos meus visitados).

vamos lá:

a. Faça uma busca no Flickr com a resposta pra cada pergunta abaixo.
b. Escolha uma imagem da primeira página de resultados.
c. Copie e cole cada linque para as imagens no fd’s mosaic maker.

Perguntas
1. Qual o seu nome?
2. Qual é sua comida preferida?
3. Onde você fez colegial (sou velha)?
4. Qual é sua cor preferida?
5. Quem é sua celebrity crush?
6. Bebida favorita?
7. Viagem dos sonhos?
8. Sobremesa preferida?
9. O que você quer ser quando crescer?
10. O que você mais ama na vida?
11. Descreva-se em uma palavra.
12. Seu nome do Flickr.

das coisas não ditas

quem é você?
quem é você que me liga numa quarta-feira pra saber como eu estou depois de tanto tempo?
quem é você que me pergunta o que é que está errado, como se eu fosse o culpado por tantos meses de atraso desse acerto de contas?

a vida prega peças nas pessoas todos os dias e elas nem percebem.
e daí quando o calo aperta fica ali sem saber o que dizer, e depois se enche de raiva quando jogam na sua cara o quão incompetente foram.
era só dizer a verdade. porque só ela justifica o erro.
oportunidade que corre pelos dedos.

o lance é ter fé no ser humano. mas não se pode generalizar, como já é sabido.
e a gente some, desaparece.
e não por esses buracos que a vida nos põe às vezes. mas porque a gente quer mesmo.

porque, pra vc que eu não sei quem é, eu só digo que conteceu, sim, alguma coisa entre a gente.
foi que as tuas atitudes te despiram e te mostraram como vc realmente é.
e eu não gostei nadinha do que vi.

25.7.08

It took a life spent with no cellmate
To find the long way back

a gente sente

e a gente se apaixona.
aí o tempo passa e a gente volta atrás pra ter certeza e daí se sente meio burro.
ou porque aquilo não era nada do que pensava ou pq só se tocou do que era mesmo agora que está mais maduro.
efeito tartaruga no cérebro, lerdinho.
daí até que ponto é só resgate ou vontade ficar vivendo mil coisas diferentes ao mesmo tempo, uma nada a ver com a outra.

le lis blanc, coturno, escova, vermelho, vinho, vodca.

e quem aqui não tem medo de atravessar a ponte no meio da tarde?

24.7.08

tô super numa onda de publicar conversas.

assim caminha a humanidade

M. diz:
foda, né. tb me sinto assim.
Juliana diz:
m., vc é a única prova que eu tenho de que eu não sou um ET. só sou melancólica, mesmo.
M. diz:
não sou a única prova, não. vc só não convive com elas... eu conheço vários outros assim
Juliana diz:
essa nossa geração tem problema na alma.
M. diz:
todas têm.
M. diz:
todas tiveram
Juliana diz:
é? a do meu pai e da minha mãe não tem.
M. diz:
ou era o medo de morrer de pneumonia, o medo de o mundo acabar num raio flamejante, que depois evoluiu pra um cogumelo nuclear...
M. diz:
o deles era não conseguir um orgasmo simultâneo ou um emprego estável, talvez.

de pai pra filha

na íntegra

Tarcisio diz:
bom dia
Juliana diz:
bom dia, tudo bem?
Tarcisio diz:
tudo bem .. noite e dia com chuva, agora só nublado
Juliana diz:
aqui tem sol, mas tá cinza
Tarcisio diz:
tem de chovr para tirar essa névoa da cidade
Juliana diz:
hoje pode chover, e amanhã tb. pq não é dia de rodízio, e daí eu posso vir e voltar do trabalho de carro.
Juliana diz:
não pode chover d quarta-feira
Tarcisio diz:
HEHEHEHE
Tarcisio diz:
E A GENTE PENSAVA QUE RODIZIO ERA SÓ O DE CHURRASCARIA
Juliana diz:
é engraçado, né? rodízio pode ser coisa ruim tb.

21.7.08

e no meio de uma conversa no msn, surge a pergunta que não quer calar:

priscila says:
como é que as pessoas "normais" fazem pra dormir, trabalhar,viver com certos zumbidos no ouvido, hein?
"this is the sound of setteling"

porque, ah, a vida é assim mesmo, né?
nuns dias a gente grita, noutros fica quieto. numas horas a gente surta, noutras estamos totalmente calmos, tranquilos e serenos. num momentos tristes e desanimados porque não conseguimos concluir algo, noutros felizes porque atingimos um objetivo.

e tudo isso me soa muito bipolar.

"you are beautiful but you don't mean a thing to me"

porque no fim das contas eu consigo ver as coisas de maneira global, e tudo o que aparece na minha frente é uma pessoa de 40 anos, com barriga de cerveja, usando sandálias de couro, tocando bateria. e daí eu tenho certeza de isso eu não quero pra mim, não, obrigada.
e nessas eu não me importo de não ter feito diferença.

e tudo isso me soa muito digno.
É incrível, mas basta eu receber um email da minha ex-gerente lá de Londrina que eu sucumbo.
Daí eu lembro do quanto eu era bobinha e não tinha problemas, da minha pele que era boa e eu não precisava usar mil cremes rejuvenescedores, em que eu não tinha brigas homéricas com ninguém, e quantos amigos eu tinha... que meus surtos eram só de chorar e não de gritos histéricos.
Mas daí, quando eu penso em voltar eu volto atrás e vejo que nada será como antes, que não adianta querer voltar pra terra vermelha que meus pés vão ficar encardidos outra vez e talvez eu seja mais triste ainda.

Eu não sou bem sucedida porque eu não tenho foco. E esse post é a maior prova disso.

20.7.08

as vantagens

bem, estou feliz porque a famigerada planilha do excel está dando frutos, ou seja, eu estou me sentindo mais segura para fazer as minhas comprinhas, sem deixar a minha geladeira vazia. :) uma alegria! (um alívio, na verdade)

e minha vida está prestes a mudar muito também, e eu estou ansiooooosa, embora saiba que apesar da pressa de alguns acontecimentos, os frutos vão demorar um pouquito pra eu colher. mas a certeza de que vou colhê-los já me deixa bem feliz.

essa semana, apesar de algumas passagens chatas, foi muito tranquila. consegui organizar minhas idéias, o que deixou tudo menos pesado. acho que estou aprendendo a viver sem culpa de ser beneficiária de algumas pequenas coisas boas e me permitindo mais à felicidade.

isso é lindo!

14.7.08

será que vão mudar as regras dos "por ques" também? enfim...

***

eu tinha escrito uma coisa, mas o blogger deu pau e não publicou. certas coisas não mudam mesmo.
mas, daí eu fiquei pensando, pensando... e eu penso demais mesmo e daí sofro, e me desespero e vejo que tudo continua na mesma merda.
então eu resolvo mudar de atitude, eu mudo um dia, dois, e depois volta tudo a ser como era antes assim que surge um novo problema real ou existencial.
é mais ou menos como correr atrás do rabo. mas às vezes tb penso que sem aquela dose básica de realidade não tem como viver. cada um, cada um, só pra evitar maiores discussões.
o fato é que eu tenho até que uma vida relativamente boa. boa não, vai, mas é honesta. e eu pago as minhas contas em dia, o que não me leva a londres (ou a qquer outro lugar que não seja londrina) nas férias, mas já é alguma coisa visto que ainda consigo me vestir e me divertir com alguma dignidade.
e eu tenho amor. o que para muitos pode parecer o suficiente.
mas eu sou assim: ou quero mais, ou quero muito diferente. porque eu penso demais, sofro demais, me desespero demais.
daí que eu acho que levo uma vida medíocre, no geral. e o pior é que a culpa é toda minha. e daí eu fico remoendo os erros do passado e de por que eu não prestei mais atenção nas aulas.
e quando eu coloco a minha vida numa faixa cronológica, daquelas parecidas com as que a gente ganha no terceiro colegial antes de fazer o simuladão, os grandes eventos da minha vida se resumem a futilidades como "1995 - fez parte da comissão de formatura do terceiro colegial por escolha da turma". ok, talvez eu tivesse tido uma vida um pouquinho melhor se tivesse confiado mais no meu taco.
na verdade, eu ia dizer que em 1995 eu tinha me apaixonado pelo PH... mas daí eu acabei escrevendo isso da comissão de formatura que, na época, realmente foi algo grandioso pra mim.

enfim, eu estou com pena de mim mesma novamente. talvez porque esteja na TPM, ou porque eu sou assim mesmo. o motivo não importa. o fato é que eu vou parar de escrever antes que eu pense demais de novo e comece a achar algum bom motivo pra dizer que em 1995 eu poderia ter feito outras coisas maiores que fazer parte da comissão de formatura.

sim, eu poderia. mas eu fiz o que pude. e ser popular, simpática e líder em pleno terceiro colegial já é um grande feito. o resto pode ter fugido do que eu podia realmente fazer.

6.7.08

"No, you've got it the wrong way round
Just shocked me up and blamed it on the brown
Cornered the boy kicked out at the world,
The world kicked back a lot fuckin' harder"
ai, tô tão repetitiva!

5.7.08

you can't stand me now

é, o passado sempre me parece melhor, pq afinal de contas, o nosso jardim já foi tão verde quanto o do vizinho.
pq no passado eu achava que são paulo ia ser tudo de bom na minha vida, que eu ia dançar ceremony do new order até me acabar.
mas a realidade veio cara: levei um balde de água fria ao saber que são paulo seria o começo do resto da minha vida. e o máximo que consegui foi dançar bizarre love triangle, coisa que, by the way, eu já fazia lá em londrina. tsc...

naquela época eu não tinha que ficar fazendo planilha de excel pra moderar os gastos... e nem ficar me desesperando a cada drink (ou pq eu tinha que acordar cedo no outro dia, ou pq aquilo ia fazer diferença no meu orçamento), e naquele tempo que não chamava cerveja de drink tb...

mas o fato é que, como diz a pri, naquele tempo as prioridades eram outras.

e hoje eu não devo satisfação pra ninguém. ao contrário daquele tempo em que a minha mãe controlava a minha menstruação pela lixeira do que diziam ser meu banheiro.

ok, as prioridades são outras. ;)

30.6.08

Deletei todos os emails da minha caixa postal.
Deletei os antigos e eu sei que vou me arrepender porque amanhã eu vou sentir saudade de alguma ou vou querer tirar dúvida de outra e eu sei que essas e muitas outras coisas vão estar nos emails deletados.
Enfim, deletei.
Talvez eu não me arrependa, é verdade. Porque afinal são emails de tempos obscuros, de dias que, como os emails, eu queria deletar. Deletar e esquecer. Porque não adianta só deletar se mais cedo ou mais tarde você vai ouvir uma música ou sentir um cheiro e vai se lembrar de tudo de novo.
É quase que um carma, pensa bem.
Mas então, eu deletei. E me deu um aperto no coração. Quase como um apego às minhas coisas virtuais.
Eu não gosto de juntar lixo não, eu jogo tudo fora mesmo, sem dó. Não uso, está velho, a borracha grudou? Ah, vai pro lixo.
Mas e-mails, conversas, fotos, textos, a isso tudo eu tenho um apego danado. Que às vezes me vem uma lembrança pequenininha e vendo, lendo eu me que sinto várias coisas de novo. E é muito legal.
Mas no meio de tudo tem sempre uma coisinha ou outra que a gente quer esquecer, né? Então eu deletei. Eu deletei porque aquilo tudo me fazia lembrar de quem eu era e do que eu queria provar.
Mas hoje eu já sei que eu não preciso provar nada pra ninguém. Mas eu sentia uma vergonha, uma vergonha que eu preferi deletar.
Quem sabe assim eu não precise mais provar pra mim mesma que, enfim, os fatos da vida não são deletáveis, mas que eu posso aprender com eles pra, quem sabe lá na frente, eu olhar pra trás, sentir menos vergonha e não precisar mais deletar nada.

29.6.08

Nada está tão bom que eu não queira melhorar. Essa é a minha máxima.
Se não fossem por esses cabelos brancos que insistem em aparecer nas minhas partes baixas, eu até que reclamaria menos. Quer dizer, acho que não. Porque se não fosse isso eu iria arrumar outra coisa pra falar mal.
Porque eu sou assim mesmo: ranzinza. E se você me der um turbilhão de motivos pelos quais você é bom o suficiente e vou te dar em troco o mesmo dizendo o porquê de você não ser tão bom assim. Ou eu, ou o desconhecido andando na rua.
Não tem fundamento. E os livros de auto-ajuda acabam sendo inúteis pra mim.
Porque não adianta você mudar a sua maneira de pensar se todos os fatos da sua vida apelam para o contrário. Fatos são fatos, contra eles não há argumentos. Nem mesmo força de pensamento, por melhor que seja.
Alguns apelam pra religião. Mas eu sou cética.
A idade chega e a gente fica assim, esquisito. Mas não é maldade, nem força de vontade. É pura vontade de ir além do que se pode, ainda que cause frustração.
Mas é melhor ser realista que iludido. Acredite.

26.6.08

Eu vou ouvir Wilco e vou lembrar daquela noite de agosto em que nos beijamos como se fosse a última coisa que estivéssemos fazendo em nossas vidas.
Eu vou ouvir Wilco e vou chorar porque nos despedimos no carro.
Eu vou ouvir Wilco e vou preferir estar a 500km de distância novamente só pra ter a sensação boa de te reencontrar depois de meses de ansiedade.
Eu vou ouvir Wilco e vou relembrar todos os nossos momentos e vou me perguntar o que foi que deu errado pra gente se perder e fazer com que todas as canções do Wilco também perdessem o sentido.
Onde será que as coisas desandaram? Porque eu não vi.
O que foi que você falou que eu não escutei?
Pra que lugar eu fui que você não foi junto?
É quase obsessivo. É quase sabotagem. É quase perdão. Mas eu não consigo entender porque não tem lógica e não cabe em mim.
Eu vou ouvir Wilco e vou ficar melancólica.
Eu vou ouvir Wilco e vou lembrar daquela noite de agosto em que nos beijamos como se fosse a última coisa que estivéssemos fazendo em nossas vidas.

24.6.08

hoje eu descobri que eu era mais divertida há uns anos atrás.
mais divertida e mais fútil também.

é, é mais fácil ser mais divertida quando se é fútil.
porque a vida de adulto é muito boa pela independência, pelo poder que ela te dá de fazer o que quiser, na hora que quiser, sem dar satisfações a ninguém. mas, a vida de adulto te impede de ser fútil.

sabe? tem tanta coisa pra pensar, tanta conta pra pagar (conta fixa de verdade, que se vc deixa de pagar, cortam a luz no mês que vem, ou o cachorro passa fome, essas coisas), tanta gente pra ajudar (os problemas da faxineira viram quase seus), tanto trabalho pra fazer (ouvir seu chefe dizendo que "ele não tem escolha já que eu disse que preciso sair às 18"- que, by the way, é meu horário de saída), T A N T O P R O B L E M A P R A R E S O L V E R.

não dá tempo de ser fútil.

mas dá tempo de ser divertida e rir das próprias piadas.

assim que eu conseguir voltar a fazer isso, então eu não vou mais achar que eu era mais divertida há um tempo atrás. até porque a diversão não vai depender da futilidade.

captou, captou??

8.6.08

eu levei tempo demais pra descobrir que eu estava em stand by.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaafffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff
o que eu devia ter respondido pra ele naquela noite em que ele me perguntou o que eu fazia sem querer saber o que eu fazia, exatamente?

aham, deixe-me corrigir, ja que te dei uma resposta muito 'standard'. o que eu faco? bem, eu choro, eu choro muito. as vezes arrependida, as vezes desesperada, as vezes por pena dos outros, as vezes por pena de mim, ou so por medo mesmo. mas no geral eu choro. ta bom pra vc agora?

eu estava mesmo muito fora de mim pra ter ficado quieta.

paz de cristo pra ele. e pra mim que ja estou ganhando fama de invocadinha de novo.

30.5.08


meu primeiro disco

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
vi aqui e acei legal.
mandei ver...

27.5.08

entao eh assim: eu nao sei, eu nao sei, eu nao sei.

cada dia que passa eu acredito que mais 70 anos de terapia nao serao o suficiente para a minha instavel pessoa.

26.5.08

e ai que a gente escreve assim memi, neah?

o teclado ta desconfigurado AINDA. mas agora e por preguica mesmo e nao por pena de mim mesma.
eu ia deletar este blog porque, sei la, eu achei que ele nao tinha nada a ver e tal, mas dai eu parei pra ler e apesar de ter um monte de erros de portugues (pq eu nao releio antes de postar, senao eu apago tudo) ate que pra mim ele faz algum sentido.

depois vou passar o endereco pra minha analista. ;)

27.4.08

e eu escrevi 'pensionado' DUAS VEZES.
embora eu saiba que eh pensionaTo.

por que sera?

a teoria do grande amor

entao tinha esse cara, o andre. e a gente se conheceu dum modo estranho, ate meio idiota.
a janela do meu quarto ficava voltada para os fundos do predio e na rua lateral havia um pensionado de meninos. e eu estava viciada em 'help', dos beatles, pq eu tinha achado um disco da minha tia (que foi louca por beatles qdo adolescente e fomentou uma linda paixao por paul durante alguns anos de sua vida) e eu ouvia help assim: acabava a faixa, eu ia la com meu dedinho e voltava pro comeco outra vez por muitas e muitas e muitas vezes pq o som era velho e o comando 'repeat de uma faixa so' estava estragado... e eu nao tinha mais o que fazer mesmo. queria ouvir help no ultimo, deitar na minha cama, olhar pro teto e, ou tentar entender a letra da musica, ou pensar na vida, ou, sei la, cantar o que eu entendia.
pois entao, num dia olhando pro teto o reflexo do espelhinho do andre veio la de baixo direto pro meu teto branco. e eu achei que fosse so um acidente, uma coincidencia. serio, eu levei varios dias ate perceber que aquilo dentro do meu quarto era comigo.
ate o dia em que eu resolvi olhar pra baixo pra ver o que e que estava acontecendo, e o andre se mexia freneticamente no quintal do pensionado, como se dissesse 'sou eu, sou eu, aqui, aqui, finalmeeeeennnttteeee'.
ta, nao me lembro agora como, mas ele me ligou naquele dia, e ele estudava no mesmo colegio que eu e combinamos um encontro na hora do intervalo.
e a gente se encontrou, e depois daquele dia a gente passou a se conversar todos os dias no mesmo horario, e a voltar juntos do colegio. e conversavamos e trocavamos olhares timidos e as nossas maos se tocavam, as borboletas voavam.

(na verdade eu nao sei muito dizer se isso era bom ou era ruim pq apesar de eu achar tudo isso lindo em filmes romanticos agua com acucar e, claro, ter esse lado poetico, eu sempre fui uma ansiosa danada que acabou perdendo a inocencia - nao a minha virgindade, eu perdi a inocencia mesmo, o que e pior - nas maos de um vocalista de banda, que se achava o lindao, e estava na moda e todas as meninas com pelo menos 4 anos a mais que eu, e que ja estavam na faculdade, morreriam pra ganhar um olhar dele que fosse. enfim, o foco e o andre entao acho melhor fechar os parentesis.)

mas o semestre estava no fim, e o andre ia prestar medicina e ele ia comecar uma maratona de vestibulares pelo brasil e entao ele so voltaria para londrina em uns dois meses. e dai chegou seu ultimo dia no colegio. e nossa ultima volta de la juntos. e ao chegarmos na esquina, a gente se abracou, e dissemos aquelas coisas de boa sorte no vestibular e bla bla bla. e ele me beijou de surpresa, assim, um 'selinho' e me entregou um cartaozinho.
e eu fiquei tao comovida com aquilo e foi tao lindo e eu voltei pra minha casa com o coracao batendo forte, com as palmas das maos suando e fui direto pra janela e o carro do pai dele ja estava la sendo carregado com as suas coisas. ate que ele apareceu, olhou pra cima, me deu um tchauzinho, entrou no carro e la se foi o andre, o cara que devia ter chegado dois anos antes.

e foi exatamente isso que eu pensei na hora: que o andre deveria ter chegado dois anos antes.
e essa historia so reforca a minha teoria de que a gente tem que encontrar o grande amor da nossa vida cedo, enquanto a gente tem inocencia, pq depois que voce vira mulher de malandro fica dificil voltar atras. e o caminho da mulher de malando, voce sabe, tem muito mais pedra.
eu falo isso pq mesmo que vc encontre o grande amor da sua vida cedo e depois acabe, ainda que doa muito fortemente e por muito mais tempo do que uma simples picada de amor de malando, eh mais facil acreditar no amor e na sua cumplicidade numa proxima relacao.
mulher de malandro sofre porque gostar de malandro eh um circulo vicioso do caramba, que te faz perder a inocencia, a virgindade (e as vezes ate a dignidade, especialmente depois de umas doses de vodka a mais), que voce nao consegue sair e vai vivendo paixoes arrebatadoras... o que te levou ate os trinta anos achando que amor nao existe, que os homens sao todos iguais, que nao prestam e aquela ladainha toda.
sinceramente? nao eh nada disso. os homens nao sao todos iguais, vc eh que perdeu a sua inocencia cedo com um malandro qualquer e achou gostoso. por falta de oportunidade ou por falta de sorte.
o andre tinha que ter chegado dois anos antes pq talvez eu nao tivesse perdido a inocencia e talvez tivesse ficado mais aberta ao amor de verdade e acreditar nele.
a grande caracteristica da mulher de malandro e a baixa auto-estima, ainda que ela seja uma mulher de malandro linda e com todos os skills pra fazer qquer homem feliz. a mulher de malandro se contenta com migalhas pq foi assim que ela aprendeu. e quando o amor de verdade aperece ela rejeita, diminui, pq os malandros sabem seduzir e fazer tudo muito melhor do que um simples amor inocente poderia fazer. e voltamos aquela historia do circulo vicioso.
e a grande caracteristica daquela que encontrou o grande amor antes de perder a inocencia eh que ela nunca vai se contentar com pouco. talvez ela ate se contente enquanto estiver sofrendo, pq eh uma questao de baixa auto-estima temporaria. mas assim que ela se recupera, meu bem, acredite, ela se torna uma solteira muito mais evoluida dos que as solteira ex-mulher de malandro.

***

e o andre?
ah, ele voltou para o vestibular, foi me visitar e nos conversamos, conversamos, e no final ele me beijou, dessa vez de lingua. mas ele bejava mal.

9.4.08

entao eh assim...

minha casa foi roubada.
levaram bastante coisa, mas eu nao quero falar nisso agora.
o teclado esta desconfigurado por causa disso... to com um teclado estranho, num computador que ainda nao tem as minhas coisas. tipo musicas, arquivos com coisas bonitinhas que ja me disseram. vao ter que ficar guardados aqui na minha cabeca mesmo.... e talvez um dia vire passado e eu escreva aqui.
mas hoje eu nao quero falar do passado. eu quero falar de hoje. e da minha preguica. velha conhecida.
o que me fez nao postar todos esses dias foi justamente isso: preguica, falta de vontade mesmo.
sei la... to meio assim esses dias.
o trabalho ta punk, chefe irritando. coisas que fazem com que eu me pergunte se ter um chefe desorganizado e o mesmo que ter um chefe filho da puta. porque, tipo assim, o cara abusa ta ligado?
enfim, to cansada. to sem saco. e semana que vem comeca o curso.

preciso de vitaminas.

16.3.08

sei lá

eu tinha uma angústia grande quando eu morava em londrina. eu tinha uma vontade de sumir e ter uma vida muito louca. e eu admirava quem era assim. e que era livre, e que tinha uma vida independente do que os outros pensam que é certo ou do que a sociedade impõe.
então um dia eu larguei meu emprego, meu pai, minha mãe, minha cachorra e minha vidinha estável e vim pra são paulo.
e aí eu descobri que eu não sabia viver uma vida louca e todos os meus fantasmas me possuíram.
eu consegui exorcisar alguns. mas outros sobraram. e eu continuo tendo angústia, mas agora é outra.
pode parecer uma mágoa mal resolvida, mas não é. não mesmo.
mas é que toda vez que eu me lembro dessa história eu fico tentando imaginar o que foi que passou pela minha cabeça pra eu ficar olhando tanto tempo pra lá, procurando aquele cara.
não quero que isso soe justificativo ou melancólico, até porque quando eu me lembro dessa história eu dou umas risadas e termino com um "ainda bem que eu tenho a desculpa de que eu tinha só 18 anos...".
eu tenho vergonha. porque se eu fosse um pouquinho mais segura na época eu teria até procurado... mas não o suficiente pra o cara achar que eu estava babando por ele.

agora eu já não sei quem foi mais escroto...

desenvolve

eu estava lá na festa de casamento como quem não quer nada e ele estava me olhando, me olhando. e eu comecei a olhar pra ele também. e ficamos naquela troca e de repente ele sumiu.
e a bonita aqui ficou pescoçando, procurando...

na semana seguinte ele conseguira meu telefone e me ligou, e então combinamos de sair. e saímos. e no fim ele me diz: "eu fiquei num lugar escondido pra ter certeza de que vc estava olhando pra mim!"

eu tinha só 18 anos! e ele tinha 26 (VINTE E SEIS). eu te pergunto: era ou não era um escroto??

e depois se seguiram 4 anos da minha vida entre espera, atraso, gente chata, eventos sociais babacas e mais um casamento. que não foi o meu.

15.3.08

pessoas escrotas

o chato é que no passado eu tinha menos capacidade de perceber quando algumas pessoas eram escrotas. porque, pelo amor de deus, como tem gente escrota no mundo. e, pior, como eu pude namorar com uma delas?

depois eu desenvolvo.

introdução

dizem por aí que quem vive de passado é museu. e por um lado eu até concordo com isso. mas por outro eu acredito no seguinte: de que com o tempo ele aparece com o senso crítico, e isso pode tornar uma história patética engraçada. além de que, "recordar é viver". (brega, sim, reconheço, mas a máxima do sambinha cabe direitinho no que eu quero dizer.)

eu não revivo momentos, mas eu gosto de contá-los e é isso que eu vou fazer aqui.
mas isso não quer dizer que eu não vá falar do meu presente porque na verdade a minha vontade era escrever um blog de culinária. o que me impede de fazê-lo é a preguiça. cozinhar, escrever a receita contando direitinho as porções que eu usei do que, depois tirar foto e depois publicar. preguiça. mas isso também não quer dizer que eu não vá fazer isso. porque talvez a minha forma de contar o presente seja justamente esta... apenas não se importe se você achar pouco. tenho preguiça e este é um blog de histórias do passado.

os nomes podem ser fictícios ou não, mas os fatos foram reais. o que vai torná-los engraçados ou não é a ótica sob a qual são colocados: a do presente, a da minha "maturidade atual", da minha acidez, amargor, do meu senso de humor. Porque é óbvio: de algumas histórias eu quero lembrar, e de outras, esquecer.