eu tinha uma angústia grande quando eu morava em londrina. eu tinha uma vontade de sumir e ter uma vida muito louca. e eu admirava quem era assim. e que era livre, e que tinha uma vida independente do que os outros pensam que é certo ou do que a sociedade impõe.
então um dia eu larguei meu emprego, meu pai, minha mãe, minha cachorra e minha vidinha estável e vim pra são paulo.
e aí eu descobri que eu não sabia viver uma vida louca e todos os meus fantasmas me possuíram.
eu consegui exorcisar alguns. mas outros sobraram. e eu continuo tendo angústia, mas agora é outra.
16.3.08
pode parecer uma mágoa mal resolvida, mas não é. não mesmo.
mas é que toda vez que eu me lembro dessa história eu fico tentando imaginar o que foi que passou pela minha cabeça pra eu ficar olhando tanto tempo pra lá, procurando aquele cara.
não quero que isso soe justificativo ou melancólico, até porque quando eu me lembro dessa história eu dou umas risadas e termino com um "ainda bem que eu tenho a desculpa de que eu tinha só 18 anos...".
eu tenho vergonha. porque se eu fosse um pouquinho mais segura na época eu teria até procurado... mas não o suficiente pra o cara achar que eu estava babando por ele.
agora eu já não sei quem foi mais escroto...
mas é que toda vez que eu me lembro dessa história eu fico tentando imaginar o que foi que passou pela minha cabeça pra eu ficar olhando tanto tempo pra lá, procurando aquele cara.
não quero que isso soe justificativo ou melancólico, até porque quando eu me lembro dessa história eu dou umas risadas e termino com um "ainda bem que eu tenho a desculpa de que eu tinha só 18 anos...".
eu tenho vergonha. porque se eu fosse um pouquinho mais segura na época eu teria até procurado... mas não o suficiente pra o cara achar que eu estava babando por ele.
agora eu já não sei quem foi mais escroto...
desenvolve
eu estava lá na festa de casamento como quem não quer nada e ele estava me olhando, me olhando. e eu comecei a olhar pra ele também. e ficamos naquela troca e de repente ele sumiu.
e a bonita aqui ficou pescoçando, procurando...
na semana seguinte ele conseguira meu telefone e me ligou, e então combinamos de sair. e saímos. e no fim ele me diz: "eu fiquei num lugar escondido pra ter certeza de que vc estava olhando pra mim!"
eu tinha só 18 anos! e ele tinha 26 (VINTE E SEIS). eu te pergunto: era ou não era um escroto??
e depois se seguiram 4 anos da minha vida entre espera, atraso, gente chata, eventos sociais babacas e mais um casamento. que não foi o meu.
e a bonita aqui ficou pescoçando, procurando...
na semana seguinte ele conseguira meu telefone e me ligou, e então combinamos de sair. e saímos. e no fim ele me diz: "eu fiquei num lugar escondido pra ter certeza de que vc estava olhando pra mim!"
eu tinha só 18 anos! e ele tinha 26 (VINTE E SEIS). eu te pergunto: era ou não era um escroto??
e depois se seguiram 4 anos da minha vida entre espera, atraso, gente chata, eventos sociais babacas e mais um casamento. que não foi o meu.
15.3.08
pessoas escrotas
o chato é que no passado eu tinha menos capacidade de perceber quando algumas pessoas eram escrotas. porque, pelo amor de deus, como tem gente escrota no mundo. e, pior, como eu pude namorar com uma delas?
depois eu desenvolvo.
depois eu desenvolvo.
introdução
dizem por aí que quem vive de passado é museu. e por um lado eu até concordo com isso. mas por outro eu acredito no seguinte: de que com o tempo ele aparece com o senso crítico, e isso pode tornar uma história patética engraçada. além de que, "recordar é viver". (brega, sim, reconheço, mas a máxima do sambinha cabe direitinho no que eu quero dizer.)
eu não revivo momentos, mas eu gosto de contá-los e é isso que eu vou fazer aqui.
mas isso não quer dizer que eu não vá falar do meu presente porque na verdade a minha vontade era escrever um blog de culinária. o que me impede de fazê-lo é a preguiça. cozinhar, escrever a receita contando direitinho as porções que eu usei do que, depois tirar foto e depois publicar. preguiça. mas isso também não quer dizer que eu não vá fazer isso. porque talvez a minha forma de contar o presente seja justamente esta... apenas não se importe se você achar pouco. tenho preguiça e este é um blog de histórias do passado.
os nomes podem ser fictícios ou não, mas os fatos foram reais. o que vai torná-los engraçados ou não é a ótica sob a qual são colocados: a do presente, a da minha "maturidade atual", da minha acidez, amargor, do meu senso de humor. Porque é óbvio: de algumas histórias eu quero lembrar, e de outras, esquecer.
eu não revivo momentos, mas eu gosto de contá-los e é isso que eu vou fazer aqui.
mas isso não quer dizer que eu não vá falar do meu presente porque na verdade a minha vontade era escrever um blog de culinária. o que me impede de fazê-lo é a preguiça. cozinhar, escrever a receita contando direitinho as porções que eu usei do que, depois tirar foto e depois publicar. preguiça. mas isso também não quer dizer que eu não vá fazer isso. porque talvez a minha forma de contar o presente seja justamente esta... apenas não se importe se você achar pouco. tenho preguiça e este é um blog de histórias do passado.
os nomes podem ser fictícios ou não, mas os fatos foram reais. o que vai torná-los engraçados ou não é a ótica sob a qual são colocados: a do presente, a da minha "maturidade atual", da minha acidez, amargor, do meu senso de humor. Porque é óbvio: de algumas histórias eu quero lembrar, e de outras, esquecer.
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